Soledad del Monte es una de las experiencias que el colectivo Teatro Para Llevar presentó para, literalmente, llevar el teatro a su casa.
Teatro Para Llevar es un colectivo de artistas que surge en 2010.
En 2011, generamos un proyecto que juntó dos experiencias vitales para el conocimiento humano: el viaje y el arte.
Éramos tres participantes: Anatol Waschke, Coco Maldonado y la kombi, Matilda, que, en ese momento se transformó en nuestra casa.
Este viaje buscó trazar la línea más extensa entre Brasil y Ecuador. Fue impulsado por el deseo de compartir nuestra arte a partir de un vínculo directo con el púbico.


O espetáculo Soledad del Monte é uma das experiências que o coletivo Teatro Pra Viagem apresentou para levar o teatro para sua casa.
Teatro Pra Viagem é um coletivo de artistas que surgem em 2010.
Em 2011, geramos um projeto que juntou duas experiências vitais para o conhecimento humano: a viagem e a arte.
Éramos três participantes: Anatol Waschke, Côco Maldonado e a Kombi, Matilda, que, na época, era também nossa casa. Esta viagem procurou desenhar a linha mais comprida entre Brasil e Equador, é levada pelo desejo de compartilhar nossa arte a partir de um vínculo direto com o público.

Yo, Soledad del Monte, nacida en el país de la línea imaginaria, sobrina nieta de Esperanza, bisnieta de María de los Milagros, me presento ante ustedes para ofrecerles mi Dulce de Venus, una tradición familiar. El problema es que todavía no encontré el punto del dulce y no tengo cocina... usted, me prestaría la suya para experimentar?
Eu, Soledad del Monte, nascida no país da linha imaginária, sobrinha neta de Esperança, bisneta de Maria dos Milagres, me apresento diante de vocês para oferecer meu Doce de Vênus, uma tradição familiar. O problema é que ainda não encontrei o ponto do doce e não tenho cozinha... você, me empresta a sua para tentar?

sábado, 16 de abril de 2011

Eu viajo para conhecer minha geografia (Walter Benjamin)

Eu não li a Walter Benjamin.
Ainda.
Esta citação vem de Olgária Matos no programa da TV Cultura, Café Filosófico: Invenção do Contemporâneo - Experiências no Tempo. O tema: Tempo sem Experiência. (http://www.youtube.com/watch?v=REqcx5QjG5I)

Depois de assistir esse programa pensei nesta, minha viagem. Pensei e penso em viagem como uma metáfora para o sentido de experiência. Nas nossa vidas, aquilo que alarga  nossa identidade, nosso conhecimento, nossa sensibilidade e nossas condições no mundo são as experiências. E, estas só podem acontecer enquanto uma travessia no desconhecido, uma viagem. Esta viagem pode muito bem estar concentrada em um livro, uma pessoa, uma atividade etc.
No meu caso, tinha que ser mais explícita e decidi viajar mesmo. Deve ser porque sou muito teimosa, demoro em aprender e sei que crescer, o que é crescer mesmo, quer dizer, em altura e centímetros, já não vai dar. Diante da minha condição, usei o eu-radical para me lançar nesta viagem ao desconhecido.

Reparei logo que ainda que não possa crescer em altura, tenho uma afinidade com elas. Então, comecei a subir em cadeiras, escadas, varandas e pé de pau. Mas como não quero andar pela vida com elementos que não são próprios a minha natureza, decidi subir nas geografias dos outros e aprender a cair. 
 

Também, entre uma e outra queda descobri uma certa habilidade para cair redondo. É preciso reconhecer a elasticidade do nosso corpo. Para isto, deve-se olhar para o espaço atentamente. E, reconhecer nele todo espaço vazio que o compõe porque é, justamente, por aí por onde vamos passar.  Como quando crianças olhávamos para as nuvens e enxergávamos girafas ou geladeiras. Você tem que se imaginar caindo por esses espaços e, entre uma mesa de cozinha ou o forno, pode estar a saída. Daí que as geladeiras são girafas e os elefantes, grandes panelas. Nestas quedas, encontrei todo tipo de pessoas e geladeiras. Como tenho uma memória péssima levou um diário onde desenho liquidificadores e conto estrelas porque para entender a uma geladeira, precisamos conhecer o liquidificador que a acompanha.  

O mesmo acontece com a viagem. Precisamos reconhecer o sentido que a acompanha, que cada viagem tem. O problema é que ninguém tem o mapa nem pode ser comprado. Acredito que a questão é perceber que o sentido está direcionado para nós mesmos, para dentro. O mapa pode ser confuso, às vezes, mas tudo é questão de paciência e lógica. Pode ser que, de repente, dê esse desejo louco de ficar de ponta cabeça para olhar o mapa e compreendamos que o mapa visto desde essa perspectiva tem algum sentido. 

Por enquanto, meu mapa está assim: de ponta cabeça. Isto não significa que caminho com as mãos. Só, implica que às vezes, de repente, tenho que parar e apoiar minha cabeça no chão. Isto pode trazer alguns problemas, sobretudo, quando "de repente" vem essa necessidade enquanto estou atravessando uma rua. Mas, sou forte e não me deixo convencer, aguento a vontade que minha cabeça tem de tocar a terra até chegar na calçada. Ou, espero o sinal mudar.

 

2 comentários:

Jorge/cia.ltda. disse...

LINDOS/AS

coco, la asustada disse...

cia.o ltda.o.. assim é de ponta cabeça